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	<title>TVN RURAL NEWS</title>
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	<description>Seu Canal de Agronegócios</description>
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		<title>Agrishow 2010 – Feira Internacional de Tecnologia Agricola em Ação</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 12:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[EVENTOS]]></category>
		<category><![CDATA[EXPOSIÇÕES E FEIRAS]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa famosa feira da área agrícola chega em sua 17ª edição com números expressivos: 140 mil visitantes de 50 países diferentes e 730 expositores nacionais e internacionais. Ela representa mais 20 setores diferentes dentre os quais aviões, sementes, motores, software, revistas, implementos agrícolas, máquinas, poços, financiamentos e outros.
O objetivo da feira é fomentar o negócio e capactitar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Essa famosa feira da área agrícola chega em sua 17ª edição com números expressivos: 140 mil visitantes de 50 países diferentes e 730 expositores nacionais e internacionais. Ela representa mais 20 setores diferentes dentre os quais aviões, sementes, motores, software, revistas, implementos agrícolas, máquinas, poços, financiamentos e outros.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo da feira é fomentar o negócio e capactitar a produção agrícola no país a presença de empresas expositores internacionais e a presença de grandes produtores nacionais e grandes empresários do setor comprova essa idéia. O evento ocorrerá na cidade de <strong>Ribeirão Preto</strong> no estado de São Paulo de <strong>26 a 30 de abril de 2010</strong>. Veja a lista de expositores acessando o site do evento <a rel="nofollow" href="http://www.agrishow.com.br/" target="_blank"><span style="color: #99cc00;">http://www.agrishow.com.br</span></a>.</p>
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		<title>Pesquisa avalia novas fontes para produzir etanol</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 11:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[EMBRAPA CLIMA TEMPERADO]]></category>

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O Brasil, que atualmente produz etanol basicamente a partir da cana-de-açúcar, poderá contar, no futuro, com novas possibilidades para produção do combustível. A Embrapa Cerrados – unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, localizada em Planaltina (DF) – coordenará a partir deste ano pesquisas para avaliar fontes de biomassa que podem ser usadas para produzir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>O Brasil, que atualmente produz etanol basicamente a partir da cana-de-açúcar, poderá contar, no futuro, com novas possibilidades para produção do combustível. A Embrapa Cerrados – unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, localizada em Planaltina (DF) – coordenará a partir deste ano pesquisas para avaliar fontes de biomassa que podem ser usadas para produzir o chamado etanol de segunda geração.</p>
<p>Para isso, o projeto vai avaliar o uso de gramíneas forrageiras (usadas na alimentação animal), sorgo, o bagaço e a palhada da cana e algumas espécies de árvores (pinus, eucalipto e duas espécies da Amazônia: tachi-branco e paricá), como fontes alternativas de biomassa para produção de etanol.</p>
<p>O etanol produzido a partir da cana-de-açúcar é obtido pela fermentação de açúcares presentes no caldo, obtido pela moagem da planta. Como resultado dessas pesquisas, a perspectiva é que açúcares complexos, como a celulose e hemicelulose existentes na composição das plantas, possam também ser convertidos no combustível, denominado etanol de segunda geração.</p>
<p>Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados Marcelo Ayres, que coordena o trabalho, a escolha das espécies para o estudo buscou contemplar plantas mais adaptadas às condições da região do Cerrado e que apresentem grande potencial de produção de biomassa. Outra vantagem é que já existem estudos anteriores que indicam o manejo desses cultivos. No caso das gramíneas forrageiras, por exemplo, a Embrapa lançou diversas cultivares de braquiária (foto), como a cultivar Marandu, que ocupa mais de 30 milhões de hectares no Brasil. “Ela é muito adaptada às condições climáticas do Cerrado e pode ser plantada até mesmo onde a cana não pode”, explica.</p>
<p>O processo de produção do etanol de segunda geração é composto por duas etapas. Na primeira delas as longas cadeias de celulose e hemicelulose são quebradas &#8211; por hidrólise enzimática ou química &#8211; para chegar a açúcares com cinco ou seis moléculas de carbono. Em uma segunda etapa, os açúcares reduzidos obtidos no processo de hidrólise são fermentados, assim como ocorre com a sacarose da cana-de-açúcar. Esse é o procedimento que os cientistas devem percorrer até chegar ao etanol. No entanto, a prática ainda é um desafio. “O mundo inteiro está trabalhando para definir quais as fontes e os processos a serem usados”, explica. Para o pesquisador, em relação a outras nações que estão na corrida para desenvolver a tecnologia do etanol de segunda geração, o Brasil tem a vantagem de estar em uma área tropical, o que favorece o desenvolvimento de biomassa.</p>
<p>A pesquisa vai reunir especialistas de universidades (Universidade de Brasília e Universidade de São Paulo) e de diversas unidades da Embrapa (Cerrados, Agroenergia, Floresta, Milho e Sorgo, Gado de Leite, Gado de Corte, Tabuleiros Costeiros, Instrumentação Agropecuária). Eles vão avaliar o potencial de produção de biomassa das espécies estudadas e também as características físico-químicas das plantas. Conduzida pelos pesquisadores da Embrapa Agroenergia, outra etapa do estudo vai pesquisar como converter essa biomassa em etanol, a partir da aplicação de enzimas que serão usadas em uma escala piloto.</p>
<p>Clarissa Lima Paes (MTb 6472/DF)<br />
Embrapa Cerrados<br />
clarissa.lima@cpac.embrapa.br <br />
              (61) 3388 9945       </p></div>
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		<title>Dia de Campo sobre arroz em Uruguaiana</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 11:49:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[EMBRAPA CLIMA TEMPERADO]]></category>

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		<description><![CDATA[A Embrapa Clima Temperado promove na terça-feira (19 ), em Uruguaiana (RS), o primeiro dia de campo da 2010, que será dedicado ao cultivo do arroz irrigado. O tema central deste evento é a “irrigação por aspersão”, e será realizado na Granja Águas Claras, de propriedade de Werner Arns, em Uruguaiana, durante toda a manhã.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Embrapa Clima Temperado promove na terça-feira (19 ), em Uruguaiana (RS), o primeiro dia de campo da 2010, que será dedicado ao cultivo do arroz irrigado. O tema central deste evento é a “irrigação por aspersão”, e será realizado na Granja Águas Claras, de propriedade de Werner Arns, em Uruguaiana, durante toda a manhã.</p>
<p>O evento que tem também a participação da própria Granja e da Valmont Irrigations-Valley, vai reunir produtores e técnicos da região da fronteira-oeste, para uma explanação sobre tecnologias de plantio.</p>
<p>O pesquisador e coordenador do Projeto Marca (Manejo Racional da Cultura do Arroz), José Alberto Petrini, coordena a equipe da Embrapa Clima Temperado que estará fornecendo informações sobre sistemas de produção de arroz sob pivô central; sistemas de produção de arroz irrigado por aspersão; cultivares e híbridos do arroz irrigado e também sobre o manejo racional da cultivar BRS Querência.</p>
<p>Participam também com informações técnicas sobre produtos de irrigação e tecnologia de sementes as empresas Valmont Indústria e Comércio e Rice Tecnologia de Sementes.</p>
<p>Mais informações:</p>
<p>Cristiane Betemps – MTB 7418-RS<br />
Embrapa Clima Temperado<br />
Contatos:               (53) 3275-8211        – betemps@cpact.embrapa.br<br />
Otto Bender<br />
Convênio Furg/Embrapa<br />
imprensa@cpact.embrapa.br<br />
(53) 3275-8113</p>
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		<title>Projeto no Rio Grande do Sul reforça produção de sementes agroecológicas</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 11:29:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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A produção agroecológica de sementes de hortaliças nos assentamentos rurais das localidades de Hulha e Candiota, no Rio Grande do Sul, por meio da  parceria com agricultores familiares integrantes da Rede Bionatur, é o principal foco do projeto desenvolvido pela Embrapa Hortaliças, com recursos do CNPq, e apoio da Escola Superior de Agricultura Luiz de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>A produção agroecológica de sementes de hortaliças nos assentamentos rurais das localidades de Hulha e Candiota, no <span>Rio</span> <span>Grande</span> <span>do</span> <span>Sul</span>, por meio da  parceria com agricultores familiares integrantes da Rede Bionatur, é o principal foco <span>do</span> projeto desenvolvi<span>do</span> pela <span>Embrapa</span> Hortaliças, com recursos <span>do</span> CNPq, e apoio da Escola Supe<span>rio</span>r de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), de Piracicaba (SP).</p>
<p>Criada por agricultores assenta<span>do</span>s <span>do</span> RS, a Bionatur produz e comercializa desde 1997 sementes agroecológicas de hortaliças. Em 2003, tornou-se rede de atuação nacional, com a produção de mais de 80 variedades de sementes. De acor<span>do</span> com o pesquisa<span>do</span>r e chefe-adjunto de Comunicação e Negócios, Warley Nascimento, boa parte desse material foi repassada pela <span>Embrapa</span> Hortaliças. Segun<span>do</span> ele, já há algum tempo a Unidade vem colaboran<span>do</span> com a Bionatur, dan<span>do</span> treinamento e fornecen<span>do</span> sementes, ações que serão ampliadas com o desenvolvimento <span>do</span> projeto.</p>
<p>&#8220;Com o projeto, as atividades que eram realizadas de maneira aleatória, e em atendimento a algumas demandas pontuais como por exemplo o curso de produção de sementes de hortaliças, realiza<span>do</span> em dezembro de 2009, com recursos <span>do</span> programa Mais Alimentos, <span>do</span> Ministé<span>rio</span> <span>do</span> Desenvolvimento Agrá<span>rio</span> (MDA), serão ampliadas&#8221;, informa o pesquisa<span>do</span>r. Ele acrescenta que, além <span>do</span> apoio <span>do</span> CNPq, o projeto deverá ser fortaleci<span>do</span> com a participação de mais instituições, e possível inclusão no Macroprograma 4 da <span>Embrapa</span>.</p>
<p>Participante <span>do</span> trabalho com a Bionatur, o pesquisa<span>do</span>r Edson Guiducci explica que em 2010 estão previstas várias ações conjuntas com os produtores, conforme agenda estabelecida no final <span>do</span> ano passa<span>do</span>. &#8220;Junto com os produtores iniciaremos a sistematização das experiências de transição agroecológica observadas na região, enfatizan<span>do</span> as dimensões socioeconômicas, ambientais e tecnológicas desse processo&#8221;, assinala Edson. Ele acrescenta que outro aspecto investiga<span>do</span> será a trajetória de especialização <span>do</span>s agricultores na produção de sementes de hortaliças, levan<span>do</span>-se em conta que a atividade exige capacitação específica e acompanhamento técnico constante.</p>
<p>O projeto prevê, também, a melhoria <span>do</span>s equipamentos para beneficiamento e classificação de sementes. &#8220;Com a introdução de novos maquiná<span>rio</span>s, será possível ampliar e otimizar a capacidade operacional da unidade de beneficiamento de sementes&#8221;, destaca o pesquisa<span>do</span>r.</p>
<p>Também integrante <span>do</span> grupo de trabalho, o engenheiro agrícola Sérgio Bender destaca que numa primeira fase serão testadas várias forrageiras usadas como adubos verdes, como milheto, sorgo forrageiro, mucuna preta, feijão miú<span>do</span>, entre outras. Essas espécies, segun<span>do</span> ele, serão utilizadas para a produção de massa verde e plantio direto de hortaliças de inverno, como alface e cebola.</p>
<p>&#8220;Numa segunda etapa, será avaliada a produção de cultivares convencionais em sistema orgânico, quan<span>do</span> serão testadas cultivares desenvolvidas pela <span>Embrapa</span> Hortaliças como cenoura, repolho, couve-flor e brócolos, e outras que a Bionatur demandar&#8221;, acrescenta Bender.</p>
<p>Ligada a cooperativas de assentamentos <span>do</span> MST, a Bionatur conta atualmente com cerca de 230 famílias em 20 municípios <span>do</span>s esta<span>do</span>s <span>do</span> <span>Sul</span> <span>do</span> Brasil e, mais recentemente, de Minas Gerais. Por seu alto valor comercial, a produção de sementes agroecológicas é um <span>do</span>s pontos fortes da rede.</p>
<p>Anelise Mace<span>do</span> – MTB 2749/DF</p>
<p><span>Embrapa</span> Hortaliças</p>
<p>Tel.:               (61) 3385-9109       </p>
<p>E-mail: ane@cnph.<span>embrapa</span>.br</p>
<p> Fonte: Embrapa</p></div>
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		<title>EXPOINTER &#8211; UMA HISTÓRIA DE SUCESSO</title>
		<link>http://tvnrural.com.br/noticias/?p=14</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 03:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma história de sucesso
O Estado do Rio Grande do Sul sedia um dos mais importantes eventos agropecuários e de maquinário da América Latina, a Expointer 2007, no período de 25 de agosto a 2 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

A tradição das exposições agropecuárias gaúchas iniciou em 1901, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="texto_mouse"><strong>Uma história de sucesso</p>
<p></strong>O Estado do Rio Grande do Sul sedia um dos mais importantes eventos agropecuários e de maquinário da América Latina, a Expointer 2007, no período de 25 de agosto a 2 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).<br />
<img border="0" align="right" width="200" src="http://www.expointer.rs.gov.br/imagens/expo2004.jpeg" height="133" /><br />
A tradição das exposições agropecuárias gaúchas iniciou em 1901, no Campo da Redenção, hoje Parque da Redenção. Na época, já foi considerada um sucesso de público.</p>
<p>Nascia, então, a Exposição Estadual, embrião do que hoje é a Expointer.</p>
<p>Em 1972, com a oficialização da participação de outros países, a feira passou a chamar-se Expointer – Exposição Internacional de Animais.</p>
<p>Em sua 30ª edição internacional, a Expointer concentra as últimas novidades da moderna tecnologia agropecuária e agroindustrial, sendo reconhecida como um dos maiores eventos do mundo em seu gênero, evidenciando o potencial do agronegócio do Rio Grande do Sul. </span></p>
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		<title>30ª Expointer &#8211; Conheça os Números</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 03:26:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Data : 02/09/2007   Hora : 15:59:12
Visitantes : 400.544
Comercialização : R$ 130.674.048,76
•Animais : R$ 9.541.752,00
•Artesanato : R$ 428.124,40
•Agricultura Familiar : R$ 591.172,36
•Máquinas e Implementos agrícolas : R$ 120.113.000,00
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="iteMenu2"><strong>Data : 02/09/2007   Hora : 15:59:12<br />
</strong><a href="http://www.expointer.rs.gov.br/2007/index.php?acao=table&amp;opt=vit&amp;titulo=Visitantes"><strong>Visitantes :</strong></a><strong> 400.544<br />
<!-- Visitantes: -->Comercialização : R$ 130.674.048,76<br />
<!-- Comercializado: --></strong><a href="http://www.expointer.rs.gov.br/2007/index.php?acao=table&amp;opt=anm&amp;titulo=Animais"><strong>•Animais :</strong></a><strong> R$ 9.541.752,00<br />
<!-- Animais: --></strong><a href="http://www.expointer.rs.gov.br/2007/index.php?acao=table&amp;opt=art&amp;titulo=Artesanato"><strong>•Artesanato :</strong></a><strong> R$ 428.124,40<br />
<!-- Artesanato: --></strong><a href="http://www.expointer.rs.gov.br/2007/index.php?acao=table&amp;opt=fam&amp;titulo=Agricultura Familiar"><strong>•Agricultura Familiar :</strong></a><strong> R$ 591.172,36<br />
<!-- Agricultura Familiar: --></strong><a href="http://www.expointer.rs.gov.br/2007/index.php?acao=table&amp;opt=maq&amp;titulo=Máquinas e Implementos  agrícolas"><strong>•Máquinas e Implementos agrícolas :</strong></a><strong> R$ 120.113.000,00</strong></span><!-- Maquinas: --></p>
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		<title>O XERÉ, A VENTOINHA E O ARROZ</title>
		<link>http://tvnrural.com.br/noticias/?p=10</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 03:12:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[SÉRGIO SCHROEDER]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui no meu estabelecimento rural, tenho instalado um sistema de secagem de grãos. Não é muito moderno, mas funciona. Com esse sistema, consigo secar metade da minha safra de arroz. E faz parte dele uma máquina de pré-limpeza, cuja função, para quem não conhece, é limpar o grão antes de ele ser colocado no secador.
Essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Aqui no meu estabelecimento rural, tenho instalado um sistema de secagem de grãos. Não é muito moderno, mas funciona. Com esse sistema, consigo secar metade da minha safra de arroz. E faz parte dele uma máquina de pré-limpeza, cuja função, para quem não conhece, é limpar o grão antes de ele ser colocado no secador.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"></span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Essa máquina tem umas peneiras, que separam grãos e palha, além de um ventilador que sopra os grãos de arroz falhados. Esse ventilador, na realidade, é um motorzinho elétrico de 1 hp, que aciona uma ventoinha. O fabricante do equipamento optou por utilizar uma ventoinha de Opala, modelo da década de 70, para este ventilador.</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span></span>Tudo funciona muito bem, mas a casca do arroz é uma lixa. Com o passar do tempo, vai raspando o ferro. E, cedo ou tarde, torna necessário substituir a tal ventoinha.</span></p>
<p style="text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span>            </span></span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">No inicio era fácil. Agora, porém, está ficando cada vez mais difícil encontrar uma ventoinha de Opala modelo anos 70. É uma ventoinha metálica, diferente das de hoje em dia, plásticas. </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span></span>Esse ano, procurei aqui em Encruzilhada e não encontrei. Fui, então, a Porto Alegre, e saí a procurar pelas lojas de peças usadas, lá no fim da Protásio Alves. Nenhuma loja tinha. Fui aconselhado a procurar em um ferro velho, no beco do Carvalho. Estava fechado. Já estava meio decepcionado quando encontrei um outro ferro velho, no mesmo beco. Cheguei, entrei e perguntei sobre a ventoinha.</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Não tinha. Mas o dono, o “Xeré”, disse que podia encontrar uma para mim. Que eu ligasse para ele à tarde. Certo, saí a procurar outras coisas, e à tarde liguei. De fato, o Xeré havia encontrado, não uma, mas duas ventoinhas. Marcou uma hora e lá fui eu, novamente, rumo ao beco do Carvalho.</span></p>
<p style="text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Bom, o Xeré me cobrou cinqüenta reais pelas duas ventoinhas. Tentei pechinchar, mas ele foi taxativo. Disse que havia rodado longe para buscá-las e que era bom eu comprar as duas, porque “não está fácil de encontrar”.</span></p>
<p style="text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Então paguei, peguei as ventoinhas e vim embora para esses pagos. Na viagem, vinha pensando no Xeré e nas ventoinhas. Quanto valeriam as ventoinhas em arroz? Pensei que poderia, afinal de contas, ter trocado com ele, produto por produto. O dele e o meu. Ferro velho e arroz. Cinqüenta pilas são o quê, três sacos de arroz? </span></p>
<p style="text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Cento e cinqüenta quilos de arroz por uns três quilos de ferro. Descascando, daria mais de cem quilos. Segundo o IBGE, cada brasileiro consome cinqüenta quilos de arroz por ano. Então, aí </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">está. Arroz para o Xeré, e sua família por duas ventoinhas de Opala anos 70. </span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Oferta e procura. Pombas, até houve um político que quis revogar esta lei. Nesses casos, devia mesmo. O que se faz com peças de Opala velho? Nem se fabrica mais esse veículo, e quem ainda tem, usa ventoinha de plástico, que funciona muito melhor. O destino delas era sucata mesmo. Mas lá havia alguém que estava disposto a fazer a troca por três sacos de arroz.</span></p>
<p style="text-align: justify" class="MsoNormal"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Bem, pensei, afinal de contas as ventoinhas irão durar uns três anos. Um ano de arroz para o Xeré por três anos de ventoinhas para mim. Tem lá sua justiça. Na hora, pensei que devia ter levado arroz para trocar pelas peças. Mas haveria, nesse caso, um problema prático. Esse volume de arroz não cabe no meu carro.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>NOVAS TECNOLOGIAS, NOVOS CUSTOS</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 03:10:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[SÉRGIO SCHROEDER]]></category>

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		<description><![CDATA[O grande advento dos últimos anos na cultura do arroz irrigado foi a incorporação em uma variedade tradicional de cultivo no Rio Grande, de um gene proveniente de outra variedade americana, que conferiu à nossa a resistência a um determinado herbicida. 
Com isso, viabilizou-se o controle de um inço, o arroz vermelho, que sempre foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">O grande advento dos últimos anos na cultura do arroz irrigado foi a incorporação em uma variedade tradicional de cultivo no Rio Grande, de um gene proveniente de outra variedade americana, que conferiu à nossa a resistência a um determinado herbicida. </span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Com isso, viabilizou-se o controle de um inço, o arroz vermelho, que sempre foi o maior inimigo do produtor de arroz.</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span>            </span></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span></span>A tal variedade foi construída graças a um convenio entre IRGA e uma multinacional. Bem explicado, a multinacional não criou um herbicida novo, foi utilizado uma já existente no mercado que, por estes desvãos do destino, apresentou compatibilidade com o projeto.</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span>            </span></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span></span>O IRGA sempre foi sustentado pelos produtores. Toda saca de arroz comercializada, tem descontado um pequeno valor que serve para a manutenção do IRGA. Infelizmente, num destes últimos governos estaduais, a taxa CDO (que é a do IRGA), foi transferida para o caixa único e daí passou a ser repassada ao instituto.</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span>            </span></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span></span>A variedade revolucionou a lavoura de arroz, aumentando a produtividade e resgatando áreas já muito inçadas, que estavam inviáveis ao cultivo. O problema estava no custo da tecnologia. A semente foi lançada com preço várias vezes superior ao das variedades convencionais. O herbicida, que a própria multinacional fabricante utilizava, sob outro nome, para a cultura da soja, foi lançado com um preço varias vezes mais alto que os da concorrência no mercado. Para prevenir desvios, a multinacional retirou do mercado o similar utilizado na cultura da soja.</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span>            </span>O lançamento da variedade foi justamente no ano em que o arroz atingiu as cotações mais elevadas, nos últimos anos, mas a primeira safra coincidiu com um dos anos de maior recessão na cultura. E essa recessão vem se arrastando até a atual safra. Como forma de proteger-se, os produtores passaram a multiplicar sementes e utilizar herbicidas genéricos, produzidos por outras empresas. Dessa forma, na última safra, as sementes ditas piratas foram comercializadas pela metade do preço das oficiais, enquanto os herbicidas genéricos custavam uma terça parte do produto oficial.</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span>            </span></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span></span>As vendas oficiais despencaram, e a multinacional fabricante do herbicida resolveu cobrar royalties pelo uso de seu produto. Então, foi lançada uma cartilha aos produtores informando que aqueles que utilizassem os produtos oficiais, e comprovassem via nota fiscal, não pagariam royalties, aqueles que usassem herbicida oficial e semente pirata, pagariam o equivalente a 2% de sua safra. Para uso de herbicida e semente pirata, 4%. Isso, no caso de o produtor assumir, via termo assinado em cartorio, o uso ilegal do produto. Caso não assumisse, e fosse pego em mentira, pagaria 6% de sua safra como royaltie. Os engenhos, então, para receber o produto arroz à depósito, exigiram dos produtores um compromisso assinado em cartório, informando se utilizaram ou não os produtos. A multinacional se reservou o direito de exigir a retenção de parte da safra dos produtores até que testes de DNA sejam realizados nos depósitos.</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span>           </span></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Lá numa altura da colheita, um grupo de produtores resolveu recorrer a justiça contra essa atitude. Segundo os advogados deste grupo, nenhuma empresa pode exigir esse depósito, nem esses compromissos em cartório. Mais, a venda casada de sementes e herbicidas seria ilegal. </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span>           </span></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial"><span></span>Pronto, aí está a cena do ano. O instituto, criado e sustentado pelos arrozeiros, envolvido numa discussão ética e legal acerca de tecnologias, royalties e justiça. E os produtores, envolvidos em questões legais que ultrapassam seus conhecimentos e paciência, sentem que um novo custo de produção está sendo incorporado à sua atividade.</span></p>
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		<title>UNS PALPITES SOBRE O ANNONI</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 03:05:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[SÉRGIO SCHROEDER]]></category>

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		<description><![CDATA[O capim annoni é, hoje, o principal inço no campo nativo. As origens já são conhecidas de todos, veio da áfrica misturado com outras sementes, o pessoal daqui achou interessante, porque cresce no outono, multiplicaram-se as sementes, foram feitas algumas pastagens experimentais, e a planta fugiu do controle.            
Possui características muito agressivas, o que faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>O capim annoni é, hoje, o principal inço no campo nativo. As origens já são conhecidas de todos, veio da áfrica misturado com outras sementes, o pessoal daqui achou interessante, porque cresce no outono, multiplicaram-se as sementes, foram feitas algumas pastagens experimentais, e a planta fugiu do controle.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Possui características muito agressivas, o que faz com que, além de disseminar-se com facilidade, destrua as espécies que habitam os locais para onde se transfere. Os corredores rurais estão ficando tomados da invasora. E dali, começam as invasões das propriedades.<span> </span></span></p>
<p><span>A primeira atitude que se toma é o arranque das plantas do annoni. Pega uma enxada, sai limpando o campo, junta tudo num canto e depois queima. Não resolve, aumenta o inço. Aí se opta pela “enxada química”. Glifosato nele. Parece que melhora, mas com o tempo a coisa vai aumentando cada vez mais.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Não são poucos os produtores que desistem. As dificuldades financeiras e o desestímulo a pecuária tradicional levam os proprietários de estabelecimentos rurais deixarem o annoni tomar conta, ou então fazem lavouras ou florestamentos nas áreas infestadas.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Áreas em que se utiliza a renovação de pastagens ou áreas em que se faz o pastoreio rotativo parecem favorecer o avanço do inço. Então, tecnologias modernizadoras da atividade acabam por prejudicar o campo.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Tenho observado muito o comportamento deste inço e resolvi trazer umas considerações. Peço aos leitores que se preocupam com a matéria que, caso tenham alguma divergência ou alternativa, enviem aqui para o jornal.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Bem, é sabido que o annoni não se desenvolve bem se for sombreado. Então, fiz uma experiência, aqui na Fio Dágua. Quem passar na estrada, aqui no Vau dos Prestes, pode ver. A faixa de domínio na estrada estava totalmente tomada de annoni. O que eu fiz foi dessecar as plantas e jogar semente de brachiaria por cima. Passados uns três anos, a brachiaria tomou conta e o annoni praticamente desapareceu. Com isso, procuro evitar a entrada do inço na propriedade.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Dentro do campo, o annoni já está presente em diversos locais, porque por aqui, além de vir da estrada, vem também do rio Camaquã. Então pensei mais a respeito do rotativo, da renovação, e da sombra. Eu não faço renovação de pastagens. Trabalho com rotativo em campo nativo. São 15 potreiros em que o gado permanece por 3 dias, ficando depois uns 40 dias de descanso. <span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Neste ano em que o verão está particularmente chuvoso, propiciando o crescimento dos pastos, optei por roçar as sobras dos potreiros, mas tomei o cuidado de “levantar” a rocadeira. Como resultado, o sobreamento no annoni aumentou, e o viço do rebrote do inço parece estar diminuindo. Além disso, nas áreas muito infestadas, passei uma globe de leve e semeei a brachiaria, para forçar a competição com o inço. Também parece estar ocorrendo uma certa diminuição do annoni.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Quanto à renovação de pastagens, penso que é certo que a passagem da renovadora “abre” a comunidade de plantas e favorece o surgimento do inço. Mas penso também que se dá pressão de pastoreio muito forte nessas áreas, principalmente na primavera, e isso favorece muito o crescimento do annoni.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Como conclusão, me parece que não é possível eliminar este inço. O que é preciso fazer é encontrar maneiras de conviver, de tal forma a não permitir que as pastagens nativas sejam destruídas totalmente.</span></p>
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		<title>O ACORDO COM O BUSH</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 03:05:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A visita do presidente americano, George W. Bush, ao Brasil, me fez pensar em dois termos atuais: poluição e bioma. Afora o objetivo secreto de minar as relações entre o Presidente Lula e nosso vizinho Hugo Chavez, da Venezuela, o presidente americano assinou acordos na área dos biocombustíveis. Álcool e biodiesel.            
Afinal de contas, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>A visita do presidente americano, George W. Bush, ao Brasil, me fez pensar em dois termos atuais: poluição e bioma. Afora o objetivo secreto de minar as relações entre o Presidente Lula e nosso vizinho Hugo Chavez, da Venezuela, o presidente americano assinou acordos na área dos biocombustíveis. Álcool e biodiesel.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Afinal de contas, por que os chamados biocombustíveis poluem menos? A explicação mais formulada é a de que as plantas das quais são extraídos capturam carbono da atmosfera no seu crescimento. Desta forma, a poluição gerada seria novamente utilizada na produção de massa verde. E o mundo estaria salvo.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Não restam dúvidas em torno disso. Outro fator muito interessante neste negócio é que os mesmos motores que queimam petróleo queimam biocombustíveis. Poucas adaptações são necessárias. Fica barato substituir a matriz energética, como diz nosso presidente.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Resolvido o problema da poluição, caímos na questão do bioma. De acordo com os dicionários, bioma é uma grande comunidade, distribuída numa grande área geográfica, caracterizada por um tipo de vegetação dominante. Por exemplo, a floresta amazônica. Os grandes biomas encontrados no Brasil são: a floresta lá no norte, a mata atlântica, já quase totalmente destruída, a caatinga, o cerrado e o pampa. Esses naturais. Temos um novo bioma se formando, a soja. O bioma soja. Já são 20 milhões de hectares por esse Brasilsão afora. Aliás, hoje, o bioma soja é o mais extenso no mundo.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>As diferenças entre soja e outros biomas que citei são, em primeiro lugar, que um foi produzido pela mão humana e os outros naturais. Em segundo lugar, que o bioma soja não é formado por uma vegetação dominante, como os outros. É formado por uma planta só. Um número incontável de espécies é retirado para dar lugar a uma só. O que é muito perigoso para a saúde do planeta.<span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Um outro detalhe: se fosse convertida em diesel, toda a produção brasileira de soja daria para menos da metade do nosso consumo. Mas temos que lembrar que grande parte da soja vai para consumo humano e animal, além das exportações in natura. Assim, vamos pensar em algo como dobrar a produção de soja para suprir metade de nossas necessidades. E o álcool? Teremos que aumentar em quanto as lavouras de cana de açúcar para suprir nossas necessidades? Com a produção atual, que ocupa boa área de São Paulo, Minas e nordeste do Brasil, temos algo como 25 % do consumo de gasolina suprido, com muitas carências na entressafra. E ainda por cima vamos exportar para os americanos. <span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Os americanos consomem 10 vezes mais combustíveis que nós. Um mercado fascinante. O nosso país terá que virar uma imensa lavoura para suprir uma parte do consumo deles. Mais, o consumo de combustíveis vai aumentar. <span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Nesse caso, transformaremos o Brasil num imenso bioma de soja e cana. Faltou dizer que esses combustíveis poluem menos que diesel e gasolina, mas isso não significa que não poluam. <span>            </span></span></p>
<p><span><span></span>Assim o acordo firmado entre Brasil e EUA traz como vantagens a abertura de mercado, a possibilidade de expansão ao agronegócio, e uma promessa de despoluição. Traz também uma certa tranqüilidade para o Bush, que pode controlar melhor o presidente Chavez. Por outro lado, fica a questão do impacto ambiental pelo aumento de áreas de cultivo. Essa questão deixa uma grande interrogação no ar, cuja resposta tende para o tradicional “é o que temos de melhor para o momento”.</span></p>
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